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Corografia da solidão

10/12/2013

E num repente, estamos sozinhos,
A lembrar lugares desabitados
Onde nos levam os caminhos
Assinalados em mapas apagados
Em que vivemos sem vizinhos.
Casas velhas, sem telhados,
Erguidas no barro da mocidade,
São ruínas da nossa humanidade
Em sentimentos consumados
Nos corações dos semelhantes.
Como se a própria vida,
Na extensão da lonjura percorrida
Entre o agora e o antes,
Fosse ainda o tiro de partida
Do qual estamos perto, estando distantes.
Como se a voz que ora acontece,
Ora se esfuma,
Viesse do nada e nos dissesse,
Que a solidão é o eu que desaparece
Na indefinição da bruma.
É a palavra que emudece.
É ser multidão entre coisa nenhuma.

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