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Não passarei

10/12/2013

Foi um sonho mau e terrível…
Tão sinistro que é impossível
Ter mão firme para o descrever.
Andava tudo ao desatino,
Folhas no ar, madeiras a ranger,
E eu, fugindo ao meu destino
Ou da ira de um deus qualquer,
Corria como corre um fugitivo
Que corre por ser subversivo
Na sua maneira de viver.
Ferido pelos raios da trovoada
Reservada ao fim do Dia do Juízo
E sem mais liberdade para me valer,
Diante de uma porta escancarada,
Parei, chorei e depois morri de riso.
Num letreiro, às três pancadas,
Alguém escrevera o seguinte aviso:
“Nem todas as palavras sagradas
Se abrem com o improviso.
Poetas são almas penadas,
Não entram no Paraíso.”

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