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Inverso

11/12/2013

Tudo me vem depressa,
Tudo me passa devagar.
Só o amor, quando começa,
Corre sem nunca acabar.
Já cheguei a perguntar
Porque é que luto,
Se lutar é um modo de o perder.
Todo o amor me brota em bruto,
Tão puro, que ninguém quer beber.
Talvez seja por não ter rumo
Este jorro interior que é só doçura
E parece impróprio para consumo
Vertido em versos de amargura.

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