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Silêncio

11/12/2013

Fiquei sem versos no coração.
Escrevi-os todos, a desejar-te.
E digo a mim mesmo que não
Que era só uma alucinação
Quando via o teu todo em cada parte.
Mas como pedra que resistisse
A um tempo que não é seu,
Houve sempre um verso que me disse
Que no teu corpo de Eurídice
Estava a lira de Orfeu.
E então esperei que se ouvisse
Um poema de manifesto
Amor entre nós.
Cantei, gritei, mas o meu gesto
Não tinha ouvidos na voz.

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