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Mais solidão

02/01/2014

Cá estou eu, no meu exílio interior, preparado para pousar a cabeça numa almofada de penas de solidão. A solidão. Prezo que ma prezem, gosto deste ermo onde me escondo de mim mesmo e que, visto de fora, parece sempre a mais distante das lonjuras, mas continuo sem saber encontrar uma maneira de a definir sem lhe dar uma aparência ainda mais árida, mais espinhosa e mais repulsiva. É uma coisa tão grande, feita de uma clareira de ausências ocultas de tal modo inestimáveis, que por muito que leia dicionários, por muito que devore literatura, por muito que me desunhe a escrever, por muito que a vá enchendo de palavras, de todas as que, até agora, conheço, não existe uma que caiba dentro de tamanha infinitude.

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