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Na casa dos Bicos

02/01/2014

Lá consegui entrar na Casa dos Bicos. Subi a escadaria, demorei-me uma curta eternidade na exposição sobre a vida e obra de José Saramago, disse-lhe uns segredos que trazia fisgados para lhe revelar, apresentei-lhe uma avó da mesma cepa que a dele e, antes de me despedir da casa de frontaria arrepiada qque também foi dos descendentes de Afonso de Albuquerque, deixei dobrado em dois numa urna um bilhete onde dei a conhecer a não sei quem as minhas ideias maninhas sobre os deveres fundamentais do cidadão numa futura Declaração dos Deveres Humanos:
“Se em cada lugar que um homem estiver, está, por inerência, toda a Humanidade, é dever essencial de cada cidadão assumir a livre responsabilidade de que tudo aquilo que hoje fizer a bem da Humanidade, fá-lo-á para seu próprio bem no futuro.”
Depois, saí dali e regressei para dentro de mim a lamentar a tristeza de não ter visto a Pilar.

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