Posts Tagged ‘Amigos’

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Incorrigível

30/11/2011

Parece mentira. Não tenho emenda. Tanto sentimento a chocalhar cá dentro, tanta humanidade paciente, expectante, ávida de desabrochar nos corações que a semeiam, e só quando esta agressiva estupidez, furiosamente, se liberta do livro de pedras que sou sem querer ser, é que dou conta do deserto árido que vou criando à minha roda.

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Conte Connosco: [um]conto convosco

04/05/2011

Não vos peço para votarem em mim. Seria uma tolice. Peço-vos, sim, de chapéu nas mãos, que leiam, ou tornem a ler, a história das Pedras Queimadas. E, se esta vos tocar docemente, tanto como a mim, retribuam a humildade do aceno com a simpatia do vosso voto.

ADENDA: Se gostarem mesmo muito do texto, e este vos for familiar, como aqueles incautos vizinhos que recorrem à vossa compaixão para pedir um ovo ou um fio de azeite emprestado, passem por lá diariamente e renovem o voto de fé neste vosso serviçal criado.

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Um amigo

03/08/2010

O Terra Ruim tem um novo amigo. E, nesta vida tão triste quando não os há, o que de melhor se consegue, sem haver um preço a reclamar por isso, são os amigos.

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Residentes a concelho!

28/03/2010

Fotografia conseguida no condomínio mais hospitaleiro de Lisboa, na Av. João Crisóstomo.

O concelho já tem um nome, uma ordem, uma lei exclamativa em que cada qual tem de prestar contas à colectividade, em nome do bem comum. Há um sistema de justiça fiscal latente, baseado na tributação igualitária das prevaricações à dita ordem e um tesouro comunitário para redistribuição ou investimentos de capital. Sereno, o povo é quem mais ordena! De que está à espera El-Rey para passar a Carta de Foral aos Residentes!?

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O desenhador de falos

14/09/2009

Dádiva divina desconhecida ou capacidade de criação artística por desbravar, vulgo dom, há em cada um de nós uma apetência natural escondida no que respeita à execução de determinadas acções, desde as mais elementares às mais complexas e arrojadas.

O meu amigo Jorge Sampaio, autor d’ A espuma das artes e co-autor do “Isto não é cá Lobo Antunes“, descobriu há dias um novo e inútil dote natural. Um pueril e sórdido achaque dirá o leitor mais dado ao conservadorismo cristão, arte de rua para os liberais amantes de manifestações criativas espontâneas, incultiváveis em Conservatórios e demais casas da arte consagradas.

Um pára brisas coberto de pó e três esfuziantes segundos é tudo o que basta ao artista para arrebicar o vidro com a figura dum pene, sem nunca retirar a ponta do dedo do contacto permanente com a superfície.

Fotografia: Portimão

Fotografia: Portimão

Conhecendo-se a predilecção do Livro do Guiness por proezas bizarras, há um comité montado entre a canalha, com o intuito de, no ano de 2010, em pleno Festival do Sudoeste, apoiar o nosso artista a adornar a maior quantidade possível de viaturas aparcadas com silhuetas da procriação masculina. Assim queira o dedo divino!

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Eiras de Castelões ou a vida no campo

07/08/2009

«I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived.» Henry David Thoureau – Walden, 1884.

Foi uma jornada de 4 dias, com o meu companheirão Rui Barros e o pai, o Maestro António Alves, suando as estopinhas, às topadas com touças de carqueja e urze, arranhados pelo tojo e pelas silvas, embrenhados nos pinhais salpicados por birrentos carvalhos alvarinhos indiferentes à colonização das pinhas e às baforadas da essência de eucalipto. Lá em cima o Caramulo, um altar de chão insuflado rasgando os céus, atapetado por contrastantes pigmentos clorofilinos, sulcado por frescas ribeiras de água infinita e transparente onde pude, pela primeira vez, ver lontras em liberdade.

Aqui e acolá penedos abaulados, alminhas e casas de uma áspera pedra de granito desgastada às sucessões do sincelo e do orvalho. De manhã, à saída para o campo, quatro agoirentas gralhas planavam os céus dando os bons dias à comitiva.

Novo, para mim, foi arrebatar-me por brenhas, matos, calhaus e costumes desconhecidos. É claro que já sabia os meandros de uma vida prática e simples, feita de punhados de nada que sabem a muito, pelos tempos passados na casa da minha avó, hoje majestosamente transformada numa galeria de arte perdida na Serra de Monchique.

O levantamento com recurso ao receptor GPS também não foi o primeiro. Nem o último, certamente. A máquina funcionou na perfeição e não haverá courela ou quinhão de terra por desvendar no registo fundiário da família Barros.

São dias que sabem bem embora o Mundo não pare. E o mal que me faz voltar a casa e aperceber-me disso uns minutos depois…

Fotografia: Serra do Caramulo

Fotografias: Serra do Caramulo

 

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Diz que disse

13/07/2009

Diz que há um novo blogue aqui por estas bandas.