Posts Tagged ‘Revolução’

h1

Geografia dos “Amaricanos”

10/10/2010

Transviado em alphadesigner.com/project-mapping-stereotypes.html

Anúncios
h1

Caminhos que arrependem

27/09/2010

É escusado. Um homem que quer ser inteiro, uno, pleno e absoluto em todos os retalhos relativos da esfera Humanista que ambiciona, não se mete na política.

h1

[H]à tourada

31/08/2010

Um exílio na Natureza em carne viva e, de volta ao aconchego maternal das dobras do xaile da rocha-mãe, isto. Pegas de cernelha à mancheia, apregoadas a cornetim e com cornaduras de varar as entranhas da alma, sempre as houve aqui neste lugar de sienito e xisto tumescidos numa oração sepulcral de penitência aos céus. A mulher do senhor X e o marido da dona Y que desfraldem a ira reprimida nos rubescentes capotes e as contem na primeira pessoa, se quiserem. 

Antes deste tempo de hoje, que sem conhecer os mistérios da puberdade é já um velho, serôdio, lacaio, corcovado sobre si próprio, olhando as unhas dos pés gastos, atafulhados no sarro, Monchique foi o presépio do Mundo, a manjedoura onde o Menino redentor mamou da Mãe o primeiro leite, enrolado na palha renegada do berço e aquecido pelo hálito da vaca no morno sacrifício da existência humana. E quem, seguindo a estrela da miséria, assistia humildemente a este milagre, via uma missa desprovida dos mais sagrados dogmas e rituais, convertido em profeta do mistério da fé na vida harmoniosa entre todos os seres da Terra.

Contou-me há tempos, alguém despido da suspeição dos laços familiares, que um dos meus avôs, que melhor que eu o conheceram os sobreiros e os cálices de aguardente, foi testemunha do milagre, tal qual vem nos Evangelhos. Boi de canga de outros homens como os outros de cornos e mugidos, criador de gado a quem a fortuna só o cobriu de sofrimento, possuía no estábulo o cobridor mais apurado. Não havia na Serra novilho ou vitela que não o tivesse na linhagem.

O resto desta história de honradez e grandiosidade superior, em que os homens da minha terra e o gado bovino se fizeram cúmplices na mesma manada da criação sem o ferrete tolo das pífias lides  de ferro, capotes e bandarilhas, pode ser visto muito brevemente, na minha próxima crónica, no Jornal de Monchique.

h1

Farinha do mesmo saco

11/06/2010

Fotografia: SIC Notícias

Foi ontem, ainda a noite não previa a madrugada, escarranchado na tarimba após uma ofegante jogatana coroada por uma goleada à Benfica, que me surgiu mais uma das imagens iluminadas do mundo nauseabundo da política. PS e PSD são dois partidos ocos, esvaziados de ideologia, sabujos da economia de casino e recreio dos seus maiores clientes, as elites burguesas e a finança. Esta é que é a verdadeira e cruel austeridade da nossa democracia.

h1

Uma música para Berlusconi

19/05/2010

[Lie lie lie – Serj Tankian. Do álbum Elect the Dead, 2007]

h1

Há sempre uma alternativa

18/05/2010

Estou quase a ficar narcotizado pela prosápia hipnótica dos comentadores do Bloco Central – (nome mais apropriado não há para quem, digno de uma erudição cavalar, só enxerga a fuga para a frente) – e a acreditar que, afinal, são os desempregados, os funcionários públicos, os pobres e o excesso de Estado na economia os verdadeiros responsáveis pela Crise.

Para os inveterados bandarristas, as sacrossantas instituições da banca e das elites ficam de fora. Um bocejo. Que tal isto como alternativa:

«Quem tem mais deve contribuir com mais e quem nada tem deve ser poupado. O esforço acrescido de 0,5% no IRS para quem ganhe mais de 1285 euros ou uma sobretaxa de 2,5% sobre os bancos que, ainda assim, não pagarão os 25% (ou os agora 27,5%) de IRC que nos devem, não compensam as subidas de impostos regressivos, como o IVA, ou os cortes anunciados no subsídio de desemprego e no rendimento social de inserção. Sobretudo, quando existem alternativas para o nosso sistema fiscal: reintrodução do imposto sucessório para patrimónios superiores a 50 mil euros, introdução de um imposto sobre as grande fortunas, fim do off-shore da Madeira, novo escalão do IVA para produtos de luxo (normalmente importados), etc» (Nuno Teles – Ladrões de Bicicletas).

Que tal, como afirma Stiglitz, pensar-se num pacote de reformas institucionais no seio da União Europeia, incluindo a nível fiscal, que deviam ter sido acauteladas aquando da criação da moeda única? Quem guardou na fundura penumbrosa do saco os ideais de solidariedade que nortearam a criação do projecto europeu? Voltando a Stiglitz, mais vale admitir o falhanço que pagar um alto preço em termos de desemprego e sofrimento humano, consequências de um modelo de desenvolvimento económico defeituoso.

h1

Trabalhar faz bem à saúde!

06/05/2010

Imagem: Bom Dia Portugal, RTP1

Já a dogmática ortodoxia neoliberal de Camilo Lourenço (na imagem), a apregoar por cortes na despesa corrente e a insistir em bater com o malho em desempregados e classe média, como se estes se tratassem de uma catrefa de malandros preguiçosos, responsáveis pela crise, é bem capaz de deixar muita gente achacada por mor dos nervos. Uma forma de cortar na despesa corrente seria, sei lá, por exemplo, cancelar tolerâncias de ponto, cerimónias espaventosas e gastos supérfluos como os que vão ter lugar com a visita do Sumo Pontífice, durante os próximos dias.

Outro modo de sair da Crise, bem mais sério, eficaz e com lúcidos benefícios para a(s) Saúde(s), seria ouvir, nas lengalengas dos Camilos Lourenços desta vida, propostas alternativas e estratégias para o Crescimento Económico Sustentável e para a consequente criação de emprego.