Archive for Setembro, 2010

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Mark thing: vendas na CE

30/09/2010

Imagem enviada por Emanuel Domingos.

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O orgulho do Algarve

30/09/2010

Imagem enviada por Emanuel Domingos

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Caminhos que arrependem

27/09/2010

É escusado. Um homem que quer ser inteiro, uno, pleno e absoluto em todos os retalhos relativos da esfera Humanista que ambiciona, não se mete na política.

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“As iludências aparudem”

25/09/2010

Imagem enviada por Alexandra Pereira

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Nortada

23/09/2010

Veio-me este desconserto explosivo de centelhas, em versos mal dormidos, a meio da madrugada:

Minha fome farta

De cada dia:

Chegas orfã, numa carta

De esperançosa rebeldia.

De permeio na Nortada tumultuária, assobia

Um outro vento

que me engole o pensamento

[E a alforria superior me renuncia.]

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A cachamorra do Cajuda e o Wall Street Institute

17/09/2010
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Dar acordo de mim

17/09/2010

Uma noite inteira de olhos abertos, a assistir a uma peleja cósmica. Enlevado na corrida dos sentidos, em que a luz dos coriscos fugia aflitivamente do ribombar estrépito dos trovões, sem tempo sequer para contar os segundos que distavam entre uns e uns outros, multiplicá-los por 343 e conhecer assim a lonjura que me apartava da contenda, dei por mim a lembrar-me de Bárbara de Nicomédia, de minha avó e do meu tio Zé. De Santa Bárbara por obrigação encomendada em cada episódio tonitruoso, de minha avó e do tio Zé porque neles exorcizei o vergonhoso terror à tartufice do fenómeno.

Num dia como a noite de ontem, sem folhas de palma benta para queimar, foi minha avó quem me convenceu de que as raízes de luz a esventrar o céu de breu e a trovoada a ribombar nos ares era tão só um Gigante, pulando de cômoro em cômoro, a tirar retratos à Terra para depois recolher novamente à casa que ficava acima do céu. Foi precisamente na voz grave, de rachar as paredes, e nas  mãos grandes, gordas e ásperas como lixa do tio Zé que personifiquei a figura do Gigante.

Navegava nestas águas, com as imagens de meu tio e de minha avó a enfunar as velas da barcaça da imaginação, quando o estrépito remoto da trovoada ressoava como a marcha agoniante dum comboio a subir pesadamente o Douro. Adormeci, sem me despedir do Gigante e sem rogar a Santa Bárbara.