Posts Tagged ‘Calhaus’

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É hoje!

18/04/2009

Em 2000 fui proibidíssimo pelas autoridades paternais de me deslocar a Paredes de Coura para assistir a uma das poucas aparições dos Bad Religion em solo luso. Contava “apenas” (para os meus pais) com 17 anos, era demasiado longe, não havia companhia que se responsabilizasse, não tinha dinheiro para tantos dias fora, e aí por diante.

Nem a brilhante recta final escolar, com boas notas nos exames nacionais, nem os 2 meses de trabalho num restaurante da terra, demoveram o zelo dos progenitores no sentido de obter, no mínimo, uma precária de 3 dias que me abrisse as portas à banda que ainda idolatro.

Nos anos estudantis passados em Lisboa, tive a oportunidade de assistir a concertos monumentais, de outras tantas bandas que fazem parte do meu ego cultural.  Vivi, juntamente com os meus dois compinchas de casa, na expectativa de que, durante esse período, os Bad Religion voltassem a marcar presença no nosso país. O tempo passou, tal como outros concertos, outras bandas, e Bad Religion nada! Estabelecemos então um pacto entre nós: um dia mais tarde, iriamos estar os três presentes num concerto de Bad Religion, alargando o raio de possibilidades a uma possível actuação por “terras de Cervantes”.

Foram mais de dez anos a reunir esperânça e a compilar toda a discografia (original) de Bad Religion à espera que este dia chegasse. Parto daqui a pouco rumo a Mérida, juntamente com o Rui Gordo e o Lince, para “pagar a promessa” da tríplice, e se possível, sacar umas boas fotos do momento. Com esta iniciativa, espero assim reunir mais qualquer coisa aos cd’s, recortes, bandeiras, t-shirts, de Bad Religion que tenho reunido ao longo dos anos e que já têm herdeiro definido: o António.

Será ainda uma oportunidade única de conhecer e apreciar as paisagens da Zona Centro-Ibérica, da Serra Morena e da Bacia do Guadalquivir, unidades morfológicas onde ainda não pus os pés.

badreligion

P.S. As sextas-Feiras à tarde, são reservadas à visita ao António. O puto está sempre bem disposto e irradia simpatia. Ontem havia qualquer coisa que o apoquentava e vi-o, pela primeira vez, chorar como se não houvesse amanhã. Partiu-se-me o coração…

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“Batraquicídio” por negligência

17/04/2009

Por estes dias cinzentos, vergados às leis ríspidas da nortada, é frequente encontrar as ruas e estradas das áreas rurais congestionadas de anfíbios, das mais diversas ordens e grupos taxonómicos.

Para a minha mãe, um sapo na rua “adivinha tempos chuvosos”. Talvez seja porque só reparo na presença destes batráquios quando chove, lembrando-me imediatamenta desta lei empírica, começo a ficar cada vez mais inclinado a aceitar este princípio como qualquer outro fundamento de ecologia.

Até hoje os sapos só me têm despertado uma coisa: pavor!!!  Conheço a sua importância enquanto predadores naturais de pragas de insectos, contribuindo assim determinantemente para a manutenção do equilíbrio de ecossistemas agro-rurais. Todavia, cruzar-me com um sapo é das experiências mais traumatizantes que tenho vivido. É um medo alienável que não consigo explicar, nem ultrapassar.

Este medo advirá talvez das vezes incontáveis que a minha avó me falou no implacável mecanismo de defesa de que estes seres se encontram munidos: mijam-nos para os olhos, com uma pontaria de fazer inveja ao Trinitá.

Hoje, enquanto me dirigia para casa, reparei tardiamente em qualquer coisa com tamanho e volume suficientes para ser apenas mais um calhau no meio da via, embora demasiado suave ao atrito dos pneus e excessivamente brando à sensibilidade dos amortecedores…

Juro que não foi de propósito! 😦

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Flop telúrico

13/04/2009

Um dos responsáveis pela minha iniciação na blogoesfera, publicou no seu blogue uma das notícias que mais discussões deve ter desencadeado na comunidade científica ligada à investigação de Riscos Naturais.

Quando recebi, da mailing list do grupo Geografia.pt, um e-mail com a referida notícia, confesso que fiquei desconfiado. No último ano da licenciatura, num exame da cadeira de Avaliação de Riscos Ambientais, respondi a uma pergunta sobre a previsibilidade dos sismos, com um texto “simulando” uma noticia publicada no ano de 2094. 

“O Regresso ao Futuro” baseava-se na monitorização dos índices de libertação de gás rádon junto a escarpas de falha e na análise comparativa dos efeitos da catástrofe, no Sul da Europa e Norte de África, de um sismo de grande magnitude com epicentro no Mar Mediterrâneo . A professora até gostou do exercício de ficção, (confesso que foi um risco ter respondido assim), e eis que, passados uns anos, julguei que Giampaolo Giuliani tinha, das duas, três:

1- Surpreendentemente conseguido antecipar, em 85 anos, toda a panóplia de tecnologia e procedimentos cientificos que só julguei possíveis para o ano de 2094;

2- Roubado o meu exame de Avaliação de Riscos Ambientais, tendo eoncontrado na dita resposta a sustentação científica que lhe valia o bilhete para o seu momento de glória.

Depois de uma pequena análise e investigação, cheguei à conclusão que se tratou apenas de uma coincidência inconsistente e que, apesar da tentativa, ainda há bastante a fazer no sentido de se conseguir prever a data, hora exacta, local e magnitude de um Fenómeno Natural do género, como se pode ver na troca de comentários mantida com o meu amigo Jorge Sampaio (não, não é o ex-Presidente, mas é parecido…é que ele também é do Sportem).