Posts Tagged ‘doenças’

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Refluxo gastroesofágico

21/05/2010

Fotografia: Rogil, Aljezur

Faço ideia do torvelinho de gente que aqui se junta após os jogos do campeonato nacional de futebol…

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H1N1 white flu sensation

29/07/2009
Fotografia: Monchique

Fotografia: Monchique

Numa hora de maior aperto, houve quem se tenha precavido convenientemente, acautelando o isolamento necessário aos mais agoirentos vírus. No meio dos calafrios próprios da aflição do momento, é de enaltecer o sangue frio e calculismo meticuloso de quem teve tempo para pensar em tudo. Arrisco-me a afirmar que a medida teve em consideração o alto grau de contagio da Gripe A, transfigurando o sanitário público num espaço «chique a valer».

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Aves raras

26/07/2009
Fotografia: Jornal da Tarde, RTP1

Fotografia: Jornal da Tarde, RTP1

Assim se escreve, em bom Português

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Despertar ao toque da corneta

25/05/2009

Tinha sido acidentalmente integrado naquele exército de farda amarela e, chegada a hora de mais uma formatura matinal, em cima do alcatrão fúnebre, o bojudo Tenente fazia revista a toda a tropa, certificando-se de que todos tinham a cara devidamente rapada e as pontas brancas dos ténis all star convenientemente  imaculadas, reflectindo o Sol. Durante este período, os toques intercalados de uma corneta arrítmica decidiam cada movimento do  9º pelotão.

«Em frente marche!» Após o rugido rouquejado do Tenente, o instrumento de sopro repetia-se. Os passos da tropa canarim replicavam cada assopro na corneta, dirigindo-se a qualquer lugar que não consegui descortinar naquele alcatrão quente, esgazeando vapor.

Acordou-me o novo berro da corneta que nunca cheguei a ver durante o sonho. Os  olhos semicerrados pela cola pastosa das ramelas, alvejaram na penumbra o velho video cuja exclusiva função actual é a de relógio e puseram-se imediatamente à procura da corneta.

Desapontado pela hora madrugadora e por não vislumbrar o instrumento que parvamente me acordou, enchi os pulmões de um ar que, depois de me fazer estalar as costelas, expeli por via nasal. E ouvi de novo o alongado toque  da corneta.

Percebi então que a alvorada que presumi provir da corneta não era mais que o meu nariz parcialmente obstruído a “cornetear” um ataque de sinusite. E, com um simples assoo às mangas do pijama, era bem capaz de conseguir escapar-me à incorporação na tropa de farda amarela e ténis all star, adiando o recurso às temíveis armas químicas  zyrtec e aerius.

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Gripe A (ou os Mexicanos que não me ofereceram tequilha)

05/05/2009

Está confirmado o primeiro caso de Gripe A (ex-gripe suína), em Portugal. O indivíduo, do sexo feminino, terá sido contaminado pelo vírus H1N1, depois ter passado férias no México, há uns dias atrás.

Ao ver o mapa da distibuição mundial do vírus, muito me apraz saber que  o Algarve não regista , ainda, qualquer caso. Sobretudo depois dos riscos que corri, ao ter comemorado o 1º de Maio no Pego do Inferno, mesmo ao lado daquela antipática família de Mexicanos, em que um deles, tinha uma valente constipação.

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A alegoria da cafurna

30/04/2009

[Assim antecipo, por um dia, o post que visa homenagear todos os trabalhadores da minha terra, em particular os que atravessam condição socioeconómica delicada].

Alguém me consegue explicar porque é que o supermercado minipreço, localizado na Rua Serpa Pinto, em Monchique, ainda continua aberto?

O cenário, dentro daquele espaço, é altamente confrangedor. Entrei com uma lista de compras, saí moído pelo vazio das prateleiras e com as compras por fazer. Aparenta ter sido, em Monchique, decretado recolher obrigatório, em razão de um furacão (coisa pouco provavel à nossa Longitude), ou de um conflito armado.

Em último e mais provável caso, ter-se-á instalado uma onda de receio face aos previstos efeitos pandémicos da Gripe Suína (Mexicana), e todos, antes de mim, se precaveram para uma possivel quarentena, ceifando as prateleiras de tudo o que ali exisitia, abandonando-as à insignificante companhia dos papéis, agora inúteis, sinalizando os preços de cada coisa .

Prefiro, no entanto, avançar com uma explicação mais elaborada, mais lírica, mais filosófica. Numa palavra, mais confortante. O minipreço, despido de géneros alimentares e outros produtos de primeira necessidade, não é mais que a transposição comercial, para os dias de hoje, da aclamada parábola de Platão, a Alegoria da Caverna

Quem vai à cafurna em que se converteu o minipreço, terá atingido finalmente o domínio das ideias, libertando-se assim da caverna inusitada que foi este supermercado, ainda nos tempos (há pouco mais de um ano) em que se chamava Sol & Serra, com uma imensidão de coisas tangíveis amontoadas pelas prateleiras, sombras que tomavamos como reais, criadas por artefactos de ilusões.

Estou confuso. Agora, o mundo ilusório e nebuloso das coisas sensíveis, que me fez estourar rios de cêntimos em pizzas, gomas, pacotes de Conguitos e M&M’s xl, ficou derradeiramente para trás. A dialéctica proporcionada pela alegoria da cafurna, fez-me então alcançar:

  1.  A verdade e o conhecimento absolutos: o minipreço tem os dias contados;
  2.  As portas para o mundo exterior: vou ter que voltar a comprar gomas e conguitos mais caros no Alisuper ou noutras superfícies de Portimão;
  3. Aquilo que mais há para venda na cafurna minipreço, é de borla e ninguém compra, pelo que se acumulam os stocks: tristeza, desilusão e ar por entre os corredores de prateleiras destituídas de matéria;

O pior de tudo, são as pessoas que por ali (ainda?) trabalham, em breve vítimas das ilusões criadas pela ganância de artefactos materiais, priosioneiras duma cafurna sem reflexos chamada desemprego.

Hoje, ao olhar para aqueles seres humanos, lembrei-me da Alegoria da Caverna, mas também do conto de Manuel da Fonseca, Maria Altinha:

«Pareciam Condenados».

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Gripe Suína

29/04/2009

Ontem comecei com os espirros e, na sequência de um deles, mais violento, fiquei com um torcicolo. Hoje mal consigo virar a cabeça para o lado esquerdo e tenho já alguma congestão nasal. Por precaução, vou evitar comer a chispalhada que a minha mãe preparou para o almoço, não vá isto ser um caso de gripe suína.

De qualquer forma, é possível observar os casos de infecção conhecidos e a sua localização. Basta consultar o mapa da swine flu.