Posts Tagged ‘Carros’

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Momento WTF [where to fall]

01/07/2010

Fotografia: Ladeira do Vau, Portimão. Enviada por: Sara Freire

Ou é dos espinafres, dos anos de labuta contínua que ensinaram o músculo a não perecer nem tão pouco na eternidade que há-de vir, ou há mesmo um elixir da juventude feito à base de tecidos capilares do varonil Sansão. Certa certa é a ideia de que o velhote parece vergar o peso da furgoneta à vontade do braço esquerdo, abduzida pela ligeira curvatura do dorso. E as ideias que ficam são as que têm capacidade de iludir as leis da física.

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There’s a new Fangio around

07/04/2010

Fotografia: Autódromo Internacional do Algarve.

Na foto, ao lado deste vosso Fangio do novo milénio, o simpático instrutor César Nunes.

Ultrapassada a velocidade do vento, vertiginosamente esgotada num sopro, devo um colossal obrigado à moura encantada, responsável moral por esta anemométrica oportunidade.

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Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz?!

18/02/2010

Fotografia: A22. Enviada por: Rui Barros

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O homem mais forte do Mundo

23/06/2009

Um só homem, pode ter a força de 54 ou mais Cavalos. Ainda que não seja fácil discernir, a imagem mostra um único indivíduo, condoído pela decepção resultante da avaria mecânica do carro do amigo, puxando estoicamente a viatura com o auxílio de uma corda. E lá vai ele, estrada fora, sabe-se lá até onde, com o automóvel nas mãos e o Mundo alcatroado a seus pés.

O Homem mais Forte do Mundo

Fotografia: Monchique. Enviada por: António Águas

Isto é ser Monchiqueiro. Gente forte, rija, que não desarraiga, solidária. O mais que por aí se diz e lamenta são zurros frustrados de pascácios que não sabem, não querem ou não conseguem gozar condignamente este desígnio metafísico.

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Mark Thing: Tecnologia de ponta

17/06/2009
Fotografia: Estrada Nacional 120

Fotografia: Estrada Nacional 120, eixo Lagos - Aljezur.

Com o vidro[?] de trás fumado, todo em contraplacado marítimo, de  um  baço branco opaco que nada deixa trespassar,  o retrovisor suspenso por sobre a traseira da viatura é o último grito na tecnologia de ponta da indústria automóvel, substituindo os já obsoletos sensores. Significará, eventualmente, a diferença entre a bonança de um estacionamento bem sucedido, e uma tempestade de participações às seguradoras. Ou não…

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Frigorífico com rodas

28/04/2009

Há dias, findo o trabalho, aproveitei a boleia de um amigo até casa. Chovia e não me apetecia andar a pé, pelo que aquela caridade me caiu como sopa no mel (se bem que, sopa com mel, deve dar uma azia do caraças). Com manobras de perícia pelas tortuosas ruas da parte velha da vila e poças a espirrar àgua para cima dos passeios à passagem da viatura, seguiamos a uma velocidade de bois.

Deu tempo para falar do tempo e do Benfica. Amaldiçoei a incúria de não ter levado carro para o trabalho num dia daqueles, para depois me justificar porque raramente o faço. Em Monchique as distâncias são curtas, pelo que faz bem às algibeiras, à saúde e à alma deslocar-me a pé para o trabalho. Para não falar da escassez de estacionamento e do azar que é chegar ao carro e ver uma assinatura em caligrafia árabe, feita a arame, chave philips ou mesmo de sextavada, cravada na fuselagem do bumblebee.

Rosnei que da próxima vez que investisse num automóvel, compraria um «frigorífico com rodas», que isto dos carros brancos é um mimo, não se nota nada na pintura. E, durante este tempo, cruzámo-nos com alguns carros brancos, aos quais aludi zombando, com pulos e urros descoordenados, pelo facto de se tratarem de «frigoríficos com rodas».

O meu amigalhaço, reagia impávido aos meus sucessivos tiques dementes, coisa que estranhei visto ser, normalmente, um tipo bem disposto. Creio que lhe vi até alguma sofreguidão no rosto, de cada vez que repetia: «olha um frigorifico com rodas…ahahahahahah…sabes o que é aquilo? É um frigorifico com rodas é o que é!»

Foi quando fechava a porta da viatura, depois de ser deixado perto de casa, que me apercebi da cor do automóvel que me havia transportado. Fiquei branco, da cor do leite, da cor do cavalo branco de Napoleão…